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Você está: Edições / Edição nº 111

ACONTECENDO

Revezamento da Tocha Olímpica e as pessoas com deficiência !

Os Jogos Paralímpicos começam só em setembro, mas muitos atletas com deficiência e outros nomes conhecidos do público já entraram no espírito e fizeram parte da lista das pessoas que participaram do revezamento para carregar a Tocha Olímpica pelas cidades do País.
Pelos menos duas dessas pessoas chamaram especialmente a atenção porque se apresentaram de maneira diferente de como estão acostumadas a serem vistas. Em 24 de julho, em São Paulo, Laís Souza, ex-ginasta que ficou tetraplégica após um treino de esqui para as Olimpíadas de Inverno, em 2014, carregou a Tocha no Parque do Ibirapuera usando uma cadeira de rodas especial para ficar de pé. Ela teve ajuda de seu cuidador William Campi e do pai, Antônio Souza, que segurou a Tocha para ela. A cadeira pesa 182,8 Kg e foi a primeira vez que ela usou o equipamento na frente de tanta gente. Em 2 de agosto, Lars Grael, um dos mais premiados velejadores brasileiros, que perdeu uma perna em um acidente de barco há 18 anos, levou a Tocha na cidade de Niterói/RJ, conhecida como cidade da vela. Ele fez seu percurso usando uma prótese. Em 28 de junho, na cidade de Marília/SP, o ex-locutor esportivo e hoje artista plástico Osmar Santos, também carregou a Tocha. Ele nasceu em Oswaldo Cruz/SP, mas passou a infância na cidade onde passeou com a Tocha esbanjando alegria e emoção. Foi em Marília/SP também onde o “pai da matéria” deu os primeiros passos na carreira de radialista de tanto sucesso, que o tornaria famoso em todo o Brasil. Osmar também foi um dos líderes do movimento das “Diretas Já”, na década de 1980. Há 22 anos ele sofreu um acidente de carro numa estrada da região, que comprometeu sua fala e a cadeira de rodas passou a ser um de seus meios de locomoção.

Antes, em 7 de junho, Maria da Penha, hoje em cadeira de rodas, foi a responsável por acender a pira em Fortaleza/CE. Ela dá nome à Lei Maria da Penha de proteção às mulheres, contra a violência. Em 24 de julho, em São Paulo, foi a vez do jornalista e escritor Marcelo Rubens Paiva, também cadeirante devido a um acidente ao pular em um lago, em 1979.
Dos atletas Paralímpicos, em 14 de maio, a cega Terezinha Guilhermina, dona de várias medalhas de ouro em competições como velocista, levou a Tocha em Belo Horizonte/MG. Em 31 de maio, Roseane Ferreira, a Rosinha, que teve a perna amputada depois de um acidente e tem medalhas de ouro no arremesso de peso e no lançamento de disco em Paralimpíadas, acendeu a pira em Recife/PE. Já o nadador multicampeão Clodoaldo Silva, que tem comprometimentos de mobilidade as pernas e coordenação motora devido à paralisia cerebral, acendeu a pira em Natal/RN, em 4 de junho. Outro nadador mais do que premiado, o maior medalhista brasileiro em Paralimpíadas, Daniel Dias, que tem má formação congênita, carregou a Tocha em Campinas/SP, sua cidade natal, em 20 de julho.
Em 24 de julho, o canoísta Fernando Fernandes, ex-Big Brother, que sofreu um acidente de carro em 2009, ficando paraplégico, recebeu a Tocha das mãos de Laís Sousa, em São Paulo/SP, para seu percurso.
Por todas as cidades brasileiras por onde a Tocha Olímpica percorreu as ruas, milhares de pessoas com deficiências das mais diversas, atletas, famosas e anônimas, participaram dessa grande festa com muita emoção. Impossível citar todas elas, mas a Revista Reação deixa aqui a sua reverência a todas elas que apoiaram e participaram desse ato simbólico que marca a passagem dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rios 2016 !!!
Tocha Olímpica na capital paulista

Em passagem pela capital paulista no dia 24 de julho, a Tocha Olímpica foi conduzida, na Rua Sena Madureira, pelo empreendedor social Rodrigo Hübner Mendes, de longa data um defensor da educação inclusiva. Adequando-se corretamente à sua tetraplegia, um discreto dispositivo técnico posicionou a mão direita de Rodrigo em torno do suporte da Tocha na posição vertical.
Foto: Rúbia Piancastelli Foto: Paula Castrillo



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