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Você está: Edições / Edição nº 111

ASSOCIAÇÕES

AFECE

Entidade enfrenta dificuldades para sua manutenção

A AFECE - Associação Franciscana de Educação ao Cidadão Especial, localizada em Curitiba/PR, completará 50 anos em 2017 e sentiu em cheio o problema da queda de doações para manter o trabalho que faz em relação a 225 pessoas, de 2 a 62 anos, que são consideradas com “deficiência intelectual de alta especificidade" - o que quer dizer que possuem um grau de desenvolvimento semelhante ao uma criança de 8 meses a 2 anos - com grandes dificuldades de locomoção, alimentação, controle de esfíncteres, e higiene pessoal.
Fundada por um grupo de senhoras, sendo que duas tinham netos com deficiência, é mantenedora da Escola São Francisco de Assis, que começou as atividades em 1976. No ano anterior, o Departamento de Educação Especial da Secretaria de Estado da Educação havia proposto que a entidade assumisse um programa escolar novo, destinado a pessoas com deficiência mental severa. O começo não foi fácil, até porque o acesso ao conhecimento era muito mais escasso naquela época.
Com o crescimento no número de alunos, em 2011 mudou-se para a atual sede no bairro de Tarumã, onde presta atendimento nas áreas de educação, saúde e assistência social, com foco na integração familiar, inclusão social e potencialização da autonomia pessoal. A entidade atende todos os graus de escolaridade da educação básica, sendo os educandos agrupados conforme idade e resposta cognitiva. “Somos totalmente a favor da inclusão nas escolas, quando possível, mas no caso dos nossos educandos certamente a sociedade ainda não está pronta para atendê-los nas escolas regulares, por isso realizamos várias atividades externas para favorecer a inclusão social, que é a que acreditamos ser a mais importante”, explica Maíra de Oliveira, diretora geral da instituição.
A AFECE é totalmente gratuita e tem no momento uma fila de espera de 200 pessoas. “Temos convênio com o município e o Estado do PR, ambos são parceiros do nosso trabalho, no entanto o custo do atendimento é muito alto. A despesa anual é de mais de R$ 1.500.000. Cerca de 34 % é custeado pelo poder público, o restante é muito trabalho, renúncia fiscal, bazares, rifas, eventos. A sociedade vem cada vez mais adquirindo a cultura de doação, no entanto o momento financeiro faz com que as pessoas doem menos, o que está impactando muito na nossa manutenção”, conta a diretora. Apesar das dificuldades financeiras, há vários planos para a continuidade do trabalho: “Temos muitas metas, entre elas buscar a sustentabilidade da entidade, criando negócios sociais. Outra meta é a ampliação do atendimento nas áreas de saúde e atendimento integral”, finaliza Maíra, que disponibiliza no site da entidade (www.afece.org.br) várias maneiras sobre como os interessados podem contribuir.

ASID: Gestão profissional para associações

Muitas associações que trabalham com pessoas com deficiência se deparam com um problema que, em geral, impacta diretamente o funcionamento: a gestão. Como administrar corretamente, gerir os recursos, adequar o funcionamento à legislação vigente e uma série de outras necessidades do dia a dia ? A ASID - Ação Social para Igualdade das Diferenças (asidbrasil.org.br) é uma entidade que trabalha nesse ramo. Sediada em Curitiba/PR, é qualificada como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP). A ideia surgiu em 2008, a partir de um trabalho de graduação para a Universidade Federal do Paraná. A inspiração foi de Alexandre Amorim, na época aluno de Administração, com uma irmã com Síndrome de Down (hoje Diretor Executivo). Ele detectou a dificuldade de captação de recursos e gestão das instituições que atendiam pessoas com deficiência. A ele se uniu Luiz Hamilton Ribas, aluno de Economia, que trabalhou na proposta dentro da Empresa Júnior da UFPR (hoje Diretor de Marketing e Inovação). Em 2010, chegou o reforço de Diego Tutumi Moreira, também formado em Economia (hoje Diretor de Captação de Recursos). Os três fundaram então a entidade.
O objetivo é melhorar a qualidade de vida da pessoa com deficiência através de uma gestão profissionalizada das Escolas e Centros de Atendimento, que assim podem aprimorar a qualidade dos serviços e aumentar o número de vagas ofertadas para a comunidade. Os projetos são gratuitos para as instituições e, para desenvolver seu trabalho, a ASID recebe investimentos sociais, faz parcerias com empresas e angaria doações, não tendo recursos ou convênios governamentais. Hoje o time conta com cerca de 20 pessoas e a ASID já impactou mais de 10 mil famílias de 88 instituições, em quatro estados brasileiros, sendo que 1.600 pessoas participaram de ações de voluntariado. Por seu trabalho, recebeu 11 prêmios, sendo o mais recente em maio passado, o “Melhor da Inovação”. Para Luiz Hamilton Ribas, o nome foi escolhido no sentido de “tratar os iguais com igualdade e os desiguais com as devidas necessidades, gerando uma igualdade nas diferenças”. “Nossa metodologia é própria e foi criada através de muitos estudos e visitas às instituições para pessoas com deficiência para identificar suas potencialidades e pontos a melhorar”, explica Ribas. Atualmente, a Rede ASID conta com 27 instituições de Curitiba e Região Metropolitana do Paraná, além de oferecer apoios pontuais a muitas outras.
Em relação aos problemas sempre crônicos de captação de recursos das instituições, agravados pela crise econômica, Ribas afirma que as entidades precisam pensar formas diferentes de angariar recursos e fidelizar seus doadores. “São inúmeras formas de captação seja através de eventos, junto a empresas privadas, através de convênios governamentais, lançamento de produtos sociais e muitos outras. O importante é não cair em uma zona de conforto e achar que está tudo bem, mas sempre procurar estar próximo aos doadores, sejam eles pessoas físicas, empresas ou enviando uma excelente prestação de contas para que, quando uma crise chegar, esses públicos se mantenham fiéis à causa e ao impacto social que sua doação está gerando”, explica. Em se tratando do terceiro setor, Ribas considera muito importante ter uma visão de empresa, pois apesar das entidades não dividirem lucro, ao final de cada exercício é preciso superávit para continuar atendendo. “Isso implica em deixar de lado qualquer tipo de visão passiva ou vitimista e tomarmos consciência de que todos são protagonistas e podem fazer acontecer independente do contexto”, aconselha. As instituições que desejarem receber apoio da ASID, inicialmente começam participando dos eventos da Rede ASID e depois, conforme as possibilidades da Rede e interesse da instituição, podem receber projetos de assessoria administrativa.

ADERE vende produtos em shopping

A ADERE – Associação para Desenvolvimento, Educação e Recuperação do Excepcional (www.adere.org.br) estará por três meses, a partir de 29 de julho último, vendendo mais de 40 tipos de produtos para decoração, papelaria e uso doméstico em um quiosque do Shopping Center Norte, na capital paulista. A entidade foi criada em 1972 na Vila Santa Catarina, zona sul de São Paulo, e é uma instituição que incentiva a capacitação de pessoas com deficiência intelectual para que possam se colocar no mercado de trabalho e, com isso, obterem renda própria. Os itens são feitos com materiais recicláveis, doados pelos parceiros da entidade e produzidos em oficinas terapêuticas e de capacitação profissional. Os participantes aprendem técnicas de marchetaria em cipó, tecelagem, mosaico e cestaria. A qualidade das peças confeccionadas garantiu dois prêmios Top 100 Artesanato do Sebrae, que reconhece a profissionalização do trabalho de artesãos de todo país.
A participação da ADERE no quiosque faz parte do projeto do Instituto Center Norte focado em mostrar ao público que, por meio de colaboração e incentivo, as pessoas em vulnerabilidade social podem desenvolver produtos atrativos e de qualidade. A entidade é a segunda organização convidada a mostrar seus produtos no quiosque e toda a renda obtida com as vendas será investida nas atividades da instituição. O quiosque fica próximo à Praça de Eventos do Shopping Center Norte.


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