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Você está: Edições / Edição nº 111

ESPORTE

Paralimpíadas Rio 2016

De 7 a 18 de setembro, 278 atletas brasileiros disputarão os Jogos Paralímpicos no Rio de Janeiro. É a maior delegação que já representou nosso País nesses jogos até agora: 181 homens e 97 mulheres. O grupo é composto ainda por 16 atletas-guia (atletismo), 3 calheiros (bocha) e mais dois goleiros (futebol de 5). Haverá também 195 oficiais técnicos... Um time para encher a nossa nação de orgulho e que certamente dará ao Brasil muitas alegrias e vitórias dentro de casa !

Pela primeira vez, o país terá representantes em todas as 22 modalidades que serão disputadas. A meta é ficar entre os 5 melhores no quadro geral de medalhas, ganhando posições em relação aos jogos de Londres 2012, quando foi obtida a 7ª colocação, com 182 atletas que conquistaram 43 medalhas (21 de ouro - 14 de prata - 8 de bronze). O estado com o maior número de representantes é São Paulo, onde se encontra o Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro, considerado o maior legado material dos jogos. Serão 75 atletas, seguido pelo Rio de Janeiro, com 33 e Paraná com 20. São Paulo e Rio de Janeiro dão ao Sudeste a maioria entre os convocados, com 128. Todas as regiões estarão representadas: Norte (17), Nordeste (53), Centro-Oeste (39) e Sul (41).
São esperados 4.500 atletas no total, vindos de 176 países, que disputarão 528 medalhas, sendo 225 femininas, 265 masculinas e 38 mistas. Eles participarão de uma festa de abertura que está sendo preparada pelo escritor Marcelo Rubens Paiva em parceria com o artista plástico Vik Muniz e o designer Fred Gelli. https://www.rio2016.com/paralimpiadas/noticias/vamos-politizar-e-fazer-chorar-promete-marcelo-rubens-paiva-sobre-abertura-dos-jogos-paralimpicos" Você vai chorar de emoção, em alguns momentos. Vai ser quase como um truque de mágica", promete Paiva. Andrew Parsons, presidente do CPB - Comitê Paralímpico Brasileiro e vice-presidente do Comitê Paralímpico Internacional (IPC - na sigla em inglês) promete que a organização não decepcionará. “Tenho certeza de que não entregaremos nada inferior às edições anteriores", afirma Parsons.
Os Jogos possuem 13 “embaixadores”, que têm a missão de atrair mais atenção para os esportes paralímpicos: Cleo Pires, José Victor Oliva, Paulo Vilhena, Fernanda Lima, Rodrigo Hilbert, Emerson Fittipaldi, Flavio Canto, Luiz Severiano Ribeiro, Romário, Ronaldinho Gaúcho, Gustavo Kuerten, Nizan Guanaes e Ayrton Senna (in memoriam).

Medalhas e uniforme

O Comitê Rio 2016 inovou nas medalhas que serão entregues aos vencedores. Elas emitem sons que possibilitam identificar se são de ouro, prata ou bronze. Possuem caixas metálicas de ressonância, instaladas entre os dois discos que as formam. Dentro delas estão guizos que produzem efeitos sonoros que permitem acessibilidade para pessoas com deficiência visual. As de ouro, com 28 esferas, produzem um som mais forte, as de prata têm 20 e as de bronze, com som mais fraco, 16. No verso trazem a inscrição Rio 2016 Paralympic Games em Braile e na frente, a marca dos Jogos Paralímpicos Rio 2016.
Os uniformes que serão utilizados pela delegação brasileira nas cerimônias de abertura e encerramento foram feitos pela grife carioca Reserva, escolhida após processo de seleção. A proposta apresentada é inspirada na Floresta da Tijuca, considerada a maior floresta urbana do mundo e localizada no Rio de Janeiro. Foram criadas duas estampas com desenhos da flora e de aves da região, em cores vivas, que transmitem diversidade e alegria – valores que estão associados diretamente ao Comitê Paralímpico Brasileiro.

Algumas disputas

Os nomes dos participantes brasileiros foram anunciados, oficialmente, em 19 de julho último, em cerimônia oficial no Centro de Treinamento Paralímpico. Vários deles contam com diversas conquistas no currículo, como: Daniel Dias, Clodoaldo Silva, André Brasil (natação) e Terezinha Guilhermina e Yohansson do Nascimento (atletismo). Ao todo, são 44 atletas de 11 modalidades distintas que já subiram ao pódio em Paralimpíadas e tentarão repetir a conquista no Rio de Janeiro. No Basquete em Cadeira de Rodas, as mulheres disputarão com: Canadá, Alemanha, Grã-Bretanha e Argentina no Grupo A. Já os homens ficaram no grupo B, com: Irã, Estados Unidos, Grã-Bretanha, Holanda e Argélia. A melhor posição até hoje foi um 9º lugar para as mulheres em Londres e para os homens em Pequim.
No futebol de 5, a Seleção vai em busca de mais um ouro, além de tentar manter a hegemonia, que é a meta do técnico Fábio Vasconcelos. Desde 2007 os brasileiros conquistaram todas as competições que participaram: foram duas Paralimpíadas (o Brasil tem 3), duas vezes o mundial (o Brasil é tetra), 3 Parapan-Americanos, duas edições da Copa América, além de desafios internacionais. A equipe contará com jogadores consagrados, entre eles, o craque Ricardinho, melhor jogador do mundo, e que está em processo de recuperação após passar por uma cirurgia no mês de abril. O Brasil está no Grupo A da competição, com Turquia, Marrocos e Irã.
A Seleção Brasileira feminina de Goalball vai brigar pela inédita medalha de ouro. A base da equipe que conquistou o ouro nos Jogos Parapan-Americanos de Toronto-2015 foi mantida. A única novidade ficou por conta do retorno da ala Claudia Oliveira. A atleta esteve presente nos Jogos Paralímpicos de Atenas-2004, Pequim-2008 e Londres-2012, assim como Ana Carolina, que disputará a sua quarta Paralimpíada.
Entre os homens no Goalball, o Brasil está no Grupo A, com: Argélia, Canadá, Alemanha e Suécia. O Grupo B conta com: Finlândia, Estados Unidos, Turquia, China e Lituânia. No feminino, o Brasil integra o Grupo C, junto com: Japão, Argélia, Estados Unidos e Israel. A outra chave tem Rússia, Turquia, Ucrânia, Canadá e China. O Brasil é o atual vice-campeão paralímpico no Goalball masculino.
No Judô para pessoas com deficiências visuais, os brasileiros são uma grande esperança. Estarão presentes em 12 das 13 categorias disputadas e a seleção conta com 5 medalhistas, entre eles, o maior nome da modalidade, Antônio Tenório. Além do carioca Wilians Araújo, atual número 1 do mundo entre os pesados, e conta ainda com as vice-campeãs: Karla Cardoso, Lucia Teixeira e Deanne Almeida, e a medalhista de bronze, Michelle Ferreira. O Atletismo foi o responsável pelo maior número de medalhas da delegação brasileira em Londres-2012 (18 – sendo: 7 ouros, 8 pratas e 3 bronzes) e agora o time do país conta com 61 atletas. Na natação, a maior referência é Daniel Dias com 15 medalhas conquistadas em apenas duas edições dos Jogos (Pequim 2008 e Londres 2012), sendo 10 delas de ouro. Clodoaldo Silva, por sua vez, é dono de 13 medalhas paralímpicas: 6 de ouro, 5 de prata e 2 de bronze. A Paracanoagem fará sua estreia na competição. A equipe brasileira selecionada é composta por Debora Benivides (KL2 Feminino), Mari Santilli (KL3 Feminino), Luis Carlos Cardoso (KL1 Masculino), Fernando Rufino (KL2 Masculino) e Caio Ribeiro (KL3 Masculino). O Brasil conquistou 5 das 6 vagas disponíveis para a competição. As provas da modalidade serão todas de 200 metros. Os ingressos para os Jogos Paralímpicos estão à venda. É possível obter entradas para a maior competição do paradesporto mundial a partir de R$ 10. Para mais informações, acesse: www.rio2016.com/ingressos.

Boletins para Surdos

As pessoas surdas terão boletins especiais durante as Paralimíadas. A TV INES, que é ligada ao Instituto Nacional dos Surdos, do Rio de Janeiro, fará diariamente, fora o dia da abertura, um boletim diário de cinco minutos, às 19h, com entrevistas de pessoas ligadas ao esporte e um balanço das medalhas obtidas. Segundo o diretor do projeto, Rogério Medeiros, a apresentação será de Clarissa Guerretta, que é surda. Com intérprete em Libras e locução para os que ouvem, além de legendas, as transmissões serão feitas do Centro de Imprensa montado especialmente para a ocasião. Não será a primeira vez que a TV INES apresenta boletins especiais de grandes eventos: o início foi na Copa de Mundo, em 2014, e também nas Olimpíadas, em agosto. Os boletins podem ser acompanhadas no site: http://www.tvines.com.br/ e pelo facebook no canal.


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