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Você está: Edições / Edição nº 107

Peugeot 2008 Apostando no mercado brasileiro e no segmento de SUVs compactos, montadora francesa lança o modelo fabricado no Brasil e que vem caindo no gosto do consumidor...

            Mais uma vez, numa parceria com a fábrica da Peugeot, através do seu departamento de Vendas Especiais, foi cedido por 30 dias para a equipe exclusiva e especializada de consultores da Revista Reação, um modelo Peugeot 2008 - Allure 1.6 Flex Automático. O lançamento do momento da montadora no Brasil.

O carro foi adaptado com uma alavanca de freio e acelerador (push and pull) e um pomo giratório no volante, cedidos por uma adaptadora parceira da revista – a Hand Drive, com sede na zona norte da capital paulista – para que os testes pudessem ser realizados por pessoas com deficiências em seu uso diário com o veículo, nas mais diversas situações e condições, dando assim, um parecer real e concreto dos pontos positivos e negativos, das qualidades e diferenciais do 2008, mas como usuário com deficiência e seus familiares.

 O 2008 é um modelo que vem para se encaixar muito bem numa lacuna onde há espaço e procura por consumidores com deficiência e suas famílias. Ele vem com bom espaço interno e de porta-malas e itens de requinte, beleza e funcionalidade que dão um toque todo especial no carro. Vamos conhecer um pouco mais.

Design, acessibilidade e transferência

Do jeito que a maioria das pessoas com deficiência que dirigem gosta. O Peugeot 2008 tem o assento do motorista mais alto do que o assento da cadeira de rodas. Fica mais fácil para a transferência de cadeirantes, por exemplo. Porém, uma reclamação dos cadeirantes que testaram o carro, foi o reduzido ângulo de abertura da porta dianteira do motorista e do passageiro. Elas abrem pouco, dificultando a aproximação maior da cadeira para deixa-la mais paralela ao banco do carro para entrada e saída do usuário na transferência. Outro ponto que pegou um pouco para alguns cadeirantes, dependendo do grau de lesão, foi a barra da porta do motorista, que normalmente fica no meio do caminho entre o banco e a cadeira de rodas. A boca de abertura da porta é pequena e com o pouco ângulo de abertura, isso dificultou para alguns. Para que usa muletas, bengalas, próteses ou pessoas com apenas algum tipo de mobilidade reduzida, o modelo se mostrou perfeito em relação ao entrar e sair.

O design do 2008 é um dos seus pontos altos. Menor do que aparenta ser quando se fala de um SUV, por fora o modelo traz linhas arrojadas e bem definidas, que dão um ar de robustez, força e modernidade.

Por dentro, o modelo é muito bonito e moderno. O volante, pequeno e não totalmente redondo, dá um ar bastante esportivo, com trocas de marchas opcionais através do sistema de borboletas. O painel distante tem de linha limpas e detalhes de molduras na cor preto brilhante. O acabamento é primoroso. A alavanca do frei de mão é uma atração à parte, no formato “aviação”. Possui ainda alarme ultrassom, sensor de estacionamento traseiro, regulador de velocidade, faróis de neblina e ajuste dos retrovisores elétricos. Assim como vidros elétricos, tal como a abertura do teto panorâmico, feita por um botão no console e que dá um charme todo especial e uma visibilidade fantástica.   A acessibilidade dos comandos do painel é muito boa, assim como dos comandos que ficam no apoio de braço da porta do motorista e no volante. O 2008 ainda traz ar-condicionado digital bi-zone, rodas de liga-leve de 16”, central multimídia freios ABS, air-bags e luzes diurnas em LED.

Dirigibilidade, visibilidade, conforto e desempenho

A visibilidade na 2008 é excelente, até pelo seu teto panorâmico, fazendo com que os ocupantes tenham a sensação de fazer parte do visual externo e da paisagem.

Gostoso de dirigir, na estrada e na cidade, o câmbio automático faz com que a sua condução fique tranquila, e as trocas de marcha não são sentidas.

Pelo excelente espaço interno, as adaptações ficam instaladas (alavanca de freio e acelerador) numa posição que não atrapalha a entrada e saída do carro. O desempenho do motor 1.6 Flex não deixa a desejar. O carro responde bem na estrada e na cidade, mesmo cheio, oferecendo desempenho, conforto e segurança. Os bancos, anatômicos, abraçam o tronco do motorista, dando estabilidade de tronco. Muito bom !

Porta-malas

Aqui neste item o 2008 fez a diferença. Seu porta-malas é um dos melhores da categoria, cabendo a cadeira de rodas com extrema facilidade e montada. A cadeira tipo monobloco pode ser colocada inteira, apenas retirada as rodas, sem baixar o encosto. Cabe com tranquilidade e ainda, com jeitinho, consegue-se levar até algumas coisas a mais, como compras e malas. Logicamente, isso sem o tampão.

Caso se mantenha o tampão do porta-malas, mesmo assim a cadeira de rodas cabe, mas aí com o encosto rebatido. As cadeiras dobradas em “x” cabem facilmente também, porém dobradas e com rodas retiradas e sem o tampão.

DEPOIMENTOS

Roberto Batista Carneiro - 63 anos – Policial Militar – Diretor APMDFESP  (amputação  perna direita/diabetes): “O carro é muito espaçoso, gostei demais disso ! O banco é anatômico, macio, se encaixa na gente... é bem confortável... O porta-malas dele é excelente. A altura, adaptação e arrancada são muito boas também.”

Itamar Tavares Garcia - 51 anos – Despachante (cadeirante/sequela de Polio): “O modelo é excelente no geral. Fiz a transferência da cadeira para o carro e do carro para a cadeira num bom nível, sem esforço. O espaço interno é muito bacana. Nunca tinha dirigido um Peugeot e nem pensado em um para aquisição, mas vou começar a considerar a ideia. A única ressalva é que a abertura de porta – ângulo - poderia ser maior.”

Edson Rodrigues - 46 anos – Policial Militar –  Diretor APMDFESP (cadeirante/lesão T4): “A abertura da porta poderia ser maior... dificulta a entrada e saída do cadeirante, dependendo da gravidade da lesão, como no meu caso. A coluna da porta fica numa posição entre o banco e a cadeira de rodas... porém, gostei muito do espaço do porta-malas, cabe uma cadeira de rodas aberta, sem desmontar ! O design é bem legal, bonito modelo.”

Airton Belmiro da Silva - 53 anos – Policial Militar – Diretor APMDFESP (cadeirante/lesão T3): “O carro é muito bonito e o porta-malas é razoável. Parece ser meio gastão em relação a combustível...”



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