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Colômbia inaugura primeiro bar inclusivo para deficientes auditivos

Duas moças estão sentadas em uma mesa de madeira rústica e acendem uma luz. É assim que elas chamam pelo garçom na primeira cafeteria para surdos na Colômbia.

Erin Priscila Pinto e Carol Aguilera são amigas de longa data e há pouco tempo têm à disposição um lugar público em Bogotá adequado a suas necessidades: o Sin Palabras de Chapinero, em meio a outros bares temáticos.

Os clientes dividem-se quase por igual entre surdos e pessoas que podem ouvir. A música está no mesmo volume que estaria em um bar convencional. A diferença é que, aqui, as mãos são as protagonistas.

O Sin Palabras conta com telas exibindo vídeos musicais que têm interpretação simultânea em linguagem de sinais e uma plataforma de madeira no chão que transmite a vibração da música. “É a primeira vez que posso sentir a música, gosto muito disso porque é a primeira vez que posso dançar”, explica Priscila, 23 anos, estudante de fotografia audiovisual, em linguagem de sinais.

Os seis garçons do Sin Palabras também são surdos. Embora boa parte da sua clientela desconheça a linguagem de sinais, conseguem comunicar-se e responder aos pedidos dos clientes com gestos ou escrevendo. Além disso, há cartilhas com os sinais básicos da linguagem colombiana de sinais para os clientes que não a conhecem ou querem aprender mais sobre ela.

Para Juan Carlos Vilamil, 26, um dos garçons, os clientes costumam surpreender-se, mas, no fim das contas, acabam familiarizando-se com a linguagem de sinais. “A comunicação com os que não ouvem no início costuma chocar porque não nos entendemos, mas você faz com que flua”, diz.

Além da música e do cardápio, escrito no alfabeto manual, há jogos de mesa como Jenga e dominó. “É o primeiro bar na Colômbia e em Bogotá que é comunicacional, visual e sensorialmente adequado para esse público”, explica Maria Fernanda Venegas, uma das três proprietárias. Ela acrescenta que o bar faz com que pessoas não surdas se adaptem aos que não ouvem, e não o contrário, como sempre acontece.

Maria Fernanda e seus sócios, Cristian Melo e Jessica Mojica, nenhum deles com deficiência auditiva, esperam que o Sin Palabras seja frequentado pela maioria dos 54.092 surdos que vivem em Bogotá, segundo o Instituto Nacional para Surdos.

Fonte: artigo publicado originalmente na Revista Gente Ciente, ano 19, nº 227, agosto 2017.


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